segunda-feira, 26 de março de 2012

A PARTE DE CADA UM

Conta a lenda que um certo dia houve um grande incêndio na floresta. Os animais começaram a fugir apavorados. O fogo se alastrava inclemente. De repente, no meio da confusão, um beija-flor voava em sentido contrário ao dos outros animais.
Um desses animais resolve perguntar à pequena ave:
- Ficou louco, beija-flor, vai fazer o que naquela fogareu?
- Estou indo apagá-lo.
- Com o quê?
- Com a água que levo no bico.
Outros animais também pararam para ouvir a conversa e não acreditando no que ouviam, criticaram o pequeno beija-flor:
- Você não vai consequir, a água que leva no bico nunca será suficiente para combater o incêndio!
- Eu sei disso. Mas sei também que estou fazendo a minha parte.
E voando continuou a tarefa que se propusera a realizar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

IMPRESSIONANTE

Estou postando uma apresentação criada para a primeira aula de reposição na escola que leciono.

Trata-se de uma mensagem que encontrei na "rede" e fiz algumas adaptações. Quem já conhece a apresentação vai perceber as alterações que fiz.

Espero que tenham sido para melhor
Para baixar click no link abaixo:

domingo, 23 de outubro de 2011

Alemanha - Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim — ateu confesso — desafiou seus alunos com esta pergunta: “Deus criou tudo o que existe?”

Um aluno respondeu valentemente: “Sim, Ele criou.”

Perguntou novamente o professor: “Deus criou tudo?”

“Sim senhor”, respondeu o jovem.

O professor continuou: “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse: “Posso fazer uma pergunta, professor?”

“Lógico.” Foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?”

“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”

O rapaz respondeu: “De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”

Após uma pequena pausa, o aluno retornou: “E, existe a escuridão?”

O professor respondeu: “Existe.”

O estudante interveio: “Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

O professor mostrava-se visivelmente indignado pela manifestação abusiva do jovem. Mas não encontrou palavras para rebatê-lo

Finalmente, o jovem perguntou ao professor: “Senhor, o mal existe?”

O professor respondeu: “Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”

E o estudante interpôs-se: “O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”

Sem ter como repudiar o discurso do jovem aluno, o professor só conseguiu perguntar-lhe o nome. Ao qual o jovem, muito humildemente, respondeu: Meu nome é Einstein, Albert Einstein, senhor!”

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

MANDA QUEM PODE


Em uma empresa de usinagem havia entre os trabalhadores um homem de meia idade com pouco mais de quinze anos de firma, sempre na mesma função de torneiro mecânico. Acontece que o gerente se aposentou e o homem viu nisso sua chance de promoção, uma vez que era, com certeza, o mais antigo funcionário da empresa. Contudo, para seu desapontamento, quem seu patrão escolheu foi um jovem que não tinha sequer seis meses de casa.

Durante uma semana ele amargou a escolha do patrão, até que não mais se segurou e foi em busca de seus direitos. Seu patrão, como sempre, foi muito atencioso:

“O que é que manda, seu Manoel?”

“Pois é, seu Onofre. Eu estou aqui para uma conversa meio chata...” – o homem tentava a melhor maneira de transmitir sua terrível reclamação. “É sobre o cargo de gerente... eu acho que... o senhor sabe...”

Sagaz como era de se esperar, o empresário percebeu o que o empregado queria e foi logo o interrompendo:

“Seu Manoel, espera só um instante. Antes que o senhor continue. Foi até bom o senhor vir aqui. Estou pensando em dar além do almoço já costumeiro, uma fruta de sobremesa para o pessoal. O que o senhor acha?”

“Eu acho a idéia muito boa, seu Onofre.”

“Pois é. Então. O senhor pode me fazer um favor e ir até o mercadinho da esquina e ver se tem algumas laranjas e quanto sai o preço?”

“Agora mesmo, seu Onofre.”

E lá se foi o bom homem.

Voltou dez minutos depois com a informação pedida. Não gostou de encontrar ali o (para ele antipático) novo gerente. O rapaz o cumprimentou, sem receber de volta a cortesia. Saiu em seguida.

O senhor Onofre pediu que o empregado se sentasse e recebeu deste a informação de que havia sim, laranjas no mercado e pelo preço de um real a dúzia. O patrão disse um “ótimo” e voltou ao assunto principal, o que havia levado o bom Manoel ali, de início.

Manoel falou o que havia de falar: que ele era o mais antigo na empresa, que era o mais dedicado, sem faltas, sem atrasos, muitas férias vendidas; o trabalho em si, era o melhor, pois tinha o menor índice de refugo, graças, claro, à sua longa experiência e dedicação. Sempre muito paciente, o senhor Onofre não o interrompeu ora alguma para contradizê-lo, porque não havia o que contradizer no que o homem falava.

Bons minutos mais tarde, Manoel finalizou o que havia para fazer com um ousado: “pois é, seu Onofre. É por isso que eu achei que o cargo de gerente...”

Não terminou de falar, pois alguém batia à porta e pedia entrada. Era o “inoportuno” novo gerente.

O jovem foi logo arrancando da sua prancheta uma folha de papel e estendendo ao chefe:

“Seu Onofre, aqui está o que me pediu. As laranjas são de boa qualidade e em quantidade suficiente para nos atender. Tomei a liberdade de cotar também o preço de bananas, pois nem todos nossos funcionários podem gostar de laranjas. Pela quantidade que precisamos consegui um desconto de trinta porcentos. Se for confirmado a compra, o senhor Aguinaldo, do mercado se comprometeu a mandar somente frutas de qualidade e fazer a entrega aqui. Ele aceita pagamento por cheque e, se precisar, pode esperar alguns dias para o depósito em alterar o preço. Eu anotei o telefone para confirmarmos o pedido!”

A princípio o inconformado Manoel não entendeu porque seu patrão mandara que o tal gerente fizesse a mesma coisa que ele havia feito, porém, enquanto o jovem ia relacionando tudo que havia feito de adicional ao simples pedido do patrão, o torneiro mecânico foi compreendendo o real motivo da escolha.

Moral da história: o sol nasce para todos, porém, a sombra é para quem pode e não para quem quer.

Retificação: desejar não é poder, mas o querer com fé, tudo pode.

Tirada sobre o querer (da natureza humana): já vi rato virar morcego, cobra virar jacaré eu nunca vi.